sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Paradoxos da Igreja brasileira

Hoje em dia a igreja vive dois grande paradoxos:
Dos "Mercenários da fé" e dos "Consultores da fé".
Os primeiros são exatamente aqueles que usam a noiva(igreja) para o seu próprio proveito, para tornarem-se ricos baseados em uma teologia sem base nas Escrituras, que esquece completamente do amor e da compaixão ao próximo, fazendo um culto a Mamon dentro das próprias igrejas. 
Por outro lado um outro fenômeno, mais recente e em contra ponto ao primeiro exemplo, estão os "Consultores da fé". São aqueles que gostam de observar e comentar os erros da igreja, que tratam irmão de forma inferior, como se fosse possível no Reino de Deus, que equalizam as coisas deste mundo ao mesmo nível das espirituais, pois usam a "teologia" distorcidamente para justificar o seu mundanismo (teologia para justificar a bebida, teologia para justificar a balada, teologia para justificar a música, teologia para justificar o palavrão, teologia para justificar o sexo fora do casamento, teologia para justificar o adultério...). Estes também em "nada" contribuem com a igreja, pois não gostam de servir, de estender a mão, escondendo-se muitas vezes atrás desta cortina de uma falsa maturidade, sufocam o Espírito, para não precisarem entregar suas vidas por inteiro, pois não gostam de por a mão no arado, de servir.

Tão simples: Assim como não é o valor da contribuição que vai abençoar ou não, também não é qualidade técnica das pregações e do louvor ou a falta dela que fazem a diferença no Reino, mas sim um coração sincero, quebrantado e totalmente entregue a Cristo, sem demagogia.

A igreja precisa de servos que sirvam, pois se não serve, não serve. Pessoas que tenham vidas santas de verdade.
Pois o ministério do filho de Deus ninguém quer pra si: SERVO.

“o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos” (Mc 10,35-45)

Precisamos ser como o Mestre.

Que Deus tenha misericórdia da Sua Igreja!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Casta espiritual na igreja?


Você sabe o que é casta espiritual? Em países como a Índia essa cultura predomina principalmente nas religiões como o induísmo, xintoísmo e budismo as quais existem os chamados “gurus”, ou mestres espirituais que são mediadores entre Deus e os homens, pois a palavra deles é tratada como se fosse Deus falando, a qual o povo acata cegamente.
Pois bem, no Cristianismo pelo menos deveria, ser bem diferente disto porque o foco é exatamente o acesso do homem a Deus sem a necessidade de mediadores baseado na fé em Cristo Jesus, sendo o mesmo o sumo-sacerdote, mediador e advogado entre Deus e os homens. Infelizmente esse modelo de casta espiritual se instalou também na igreja de Deus, com base equivocada de textos do Antigo Testamento, onde Deus levantava líderes, juízes e profetas para comunicar ao povo á vontade de Deus. Na velha aliança Deus suscitava intermediadores exatamente por que o Espírito Santo não havia sido derramado sobre toda carne. Quando no Pentecostes, após a ressurreição de Cristo, Deus cumpre a profecia feita pelo profeta Joel e começa o derramar do Espírito de Deus sobre toda a carne (todo o que crê). Dada esta introdução, gostaria de fazer uma análise sobre um texto, usado fora de contexto para a imposição desta casta espiritual no meio da igreja.
Um texto muito usados por líderes como pretexto para esta doutrina é o capítulo 13 da carta do Apóstolo Paulo aos Romanos, qual analisaremos agora:
Toda a alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus.
Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.
Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela.
Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal.
Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.
Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.
Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.“.
Com base neste texto, muitos líderes, pastores, bispos e ditos apóstolos tem ensinado à igreja a ser submissa a eles, de maneira irrestrita, trazendo que qualquer desobediência às suas ordens ou contra-ponto acarretará no pecado de rebelião.
Bem, ao fazer uma rápida análise no texto já fica claro de quem Paulo está tratando e pra quê. Na igreja de Roma, havia uma situação muito peculiar que Paulo tratou em particular que era a questão política, de como a igreja poderia se portar, pois ali em Roma estava o maior poder político daquela era, o coração do mundo, onde estava o César (figura máxima de autoridade), onde estavam os “cabeças” dos governadores e centuriões (chefes do exército romano). Havia dúvidas sobre como a igreja deveria se portar, a questão tributos, honra e obediência a estes governos. Ao retornarmos no capítulo 12 de Romanos, fica mais claro entendermos o contexto:
Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.“ Rom 12:8, exatamente por causa da confusão que havia, a quem respeitar, somente a Cristo ou também as autoridades. Já no capítulo 13 a referência é exatamente às estas autoridades e sua constituição a qual Paulo declara que existem por permissão de Deus, seja para paz ou para a disciplina de todo o povo, inclusive à igreja. A instituição de um prefeito, governador ou presidente, até o Tiririca, não vem se Deus não permitir, seja para alegria ou correção do povo. Nem no texto,  ou no contexto há menção à autoridade espiritual ou eclesiástica, pelo contrário, Deus afirma através de Paulo que às autoridades são instrumentos de Deus, para juízo ou paz, às quais se deve respeito, imposto, temor e honra.
Para que entendamos o funcionamento disto na igreja, vejamos a citação de Jesus em contra-ponto ao governo político para com o espiritual:
Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20:25-28.
Pois é assim que funciona no Reino de Deus, de maneira que toda a hierarquia espiritual não tem validade, sendo que Deus é quem governa sobre o seu povo através de Sua Palavra.
A igreja tem colocado seus pastores, líderes, bispos, apóstolos como gurus, substituindo o sacerdócio de Cristo, colocando em obediência irrestrita às palavras destes, tendo estas ou não base nas Escrituras. A visão de clero provém do velho testamento e como outras coisas da lei que tem sido incorporada à igreja através dos tempos. E hoje a igreja tem sucumbido sobre o jugo de falsos ensinos aplicados com veemência, impondo autoridade que Deus não deu a estes líderes.
Há também uma enorme confusão com a respeito a dons e tarefas com autoridade e espiritualidade. Ninguém, biblicamente falando é autoridade espiritual sobre ninguém, somente Cristo o é. Não há base para este tipo de sujeição, é necessário o amor auxiliador para com aqueles que trabalham em prol do Reino de Deus, pois as tarefas são importantíssimas. O Cristão deve total obediência à Palavra de Deus, e se o pastor, líder ou seja lá o que for, estiver conforme esta verdade, logo a sujeição será natural, pois não será ao homem, mas sim a Palavra. Se os cristãos entendessem a profundidade de Romanos 13, seríamos melhores cidadãos, honraríamos nossos impostos, seríamos melhores empregados e empregadores, melhores alunos ou professores, pois honramos o que o Senhor quer que honremos. No corpo há diversidade de dons e tarefas e TODAS merecem honra e amor.
Em resumo: o pastor, líder, bispo ou apóstolo não é mais espiritual e nem mais poderoso que você e você não estará em rebelião em não aceitar alguma heresia que este ensine, ele não é a autoridade espiritual que presidirá a sua vida, não é ele que tem de estabelecer suas decisões, pois estas devem ser conforme a Palavra ensina. Somos sujeitos à palavra e servimos à igreja com amor e por amor. Toda a igreja, não parte dela. Devemos ter coração de servos para com todos, servindo com amor não fingido.
A igreja não precisa de gurus, a igreja tem o bom pastor e sumo-sacerdote que é o Cristo. Ele nos fez reino e sacerdotes para que oremos, intercedemos e O representemos ao mundo! O véu foi rasgado. Aleluia!
A teologia da casta espiritual abre brecha pra tantas heresias no seio da igreja, uma das terríveis pragas são o “bajuladores” de igreja, que alimentam essa autoridade nas lideranças a fim de barganhar cargos e valores, mas isso é tema pra outro tópico.
Com tudo não devemos ser prepotentes e auxiliar com amor no serviço que pastores desempenham, principalmente de verdadeiros pastores por Deus levantados para a boa Obra, sem jugo, mas com amor.

Que o Senhor sare a sua igreja!




segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Aplaudamos...


Aplaudamos a igreja, noiva do Cordeiro!
Aplaudamos a igreja, povo do Deus vivo!
Aplaudamos a igreja que... esquece dos que não conhecem a Deus!
Aplaudamos a igreja que... esquece dos que sofrem!
Aplaudamos a igreja que... ignora os aflitos!
Aplaudamos a igreja que... exclui e não inclui!
Aplaudamos a igreja que... julga e não ama!
Aplaudamos a igreja que... é demagoga!
Aplaudamos a igreja que... faz acepção de pessoas!
Aplaudamos a igreja que... trai!
Aplaudamos a igreja que... aceita o pecado!
Aplaudamos a igreja que... tem sede de vingança!
Aplaudamos a igreja que... ensina a ter inimigos humanos!
Aplaudamos a igreja que... mente!
Aplaudamos a igreja que... manipula!
Aplaudamos a igreja que... maltrata!
Aplaudamos a igreja que... amaldiçoa!
Aplaudamos a igreja que... é interesseira!
Aplaudamos a igreja que... barganha!
Aplaudamos a igreja que... bajula!
Aplaudamos a igreja que... se prostitui por dinheiro, poder ou luxúria!
Aplaudamos a igreja que... só ama quem interessa!
Aplaudamos a igreja que... troca á graça infinita pela lei!
Aplaudamos a igreja que... ensina a suja teologia da prosperidade e que exclui a verdadeira teologia!
Aplaudamos a igreja que... contribui para obter muito mais ao invés de amor ao Reino de Deus!
Aplaudamos a igreja que... quer mais e mais pra si sem se preocupar com o próximo!
Aplaudamos a igreja que... substitui o conselho da Palavra de Deus pelo conselho humano de seus líderes, pastores, reverendos, bispos e apóstolos.
Aplaudamos a igreja que... ensina aquilo que Deus não ensinou para que prevaleça o que o líder, pastor ou apóstolo ou dono quer que o povo aprenda!
Aplaudamos a igreja que... não conhece as Escrituras!
Aplaudamos a igreja que... ensina que o crente é superior aos outros.
Aplaudamos a igreja que... troca os valores e verdades de Deus por religião vazia!
Aplaudamos a igreja que... troca cultos por shows!
Aplaudamos a igreja que... paga para ver show de cantor gospel, e não ajuda a saciar a fome dos necessitados!
Aplaudamos a igreja que... cria seus ídolos!
Aplaudamos a igreja que... enche o seu povo de julgo e medo, ensinando mentiras distorcendo as Escrituras!
Aplaudamos a igreja que... é guiada por guias cegos, néscios, imaturos, levantados não pelo Espírito Santo, mas por conveniências daqueles que lideram e são bajulados!
Aplaudamos a igreja que... substitui a graça pela lei, retornando a rudimentos que não trazem vida, mas somente juízo, para aprisionar os mais incautos!
Aplaudamos a igreja que... acha que congregar é se reunir em um templo para “adorar” mas não toma conhecimento do sofrimento dos seus irmãos.
Aplaudamos a igreja que... ensina a guerra entre “ungidos” esquecendo que há um só ungido, que é o Cristo!
Aplaudamos a igreja e sua apostasia, seus ídolos e seus amantes!

... é isso aí: tira o pé do chão e aplaude...

NÃO!!!!!

Aplaudamos o Cordeiro que apesar de tudo isto, consegue amar esta igreja, com amor puro e tenro!
Aplaudamos a Jesus! O único mediador entre Deus e os homens! O único ungido de Deus (Cristo), o verdadeiro e o bom pastor que dá a vida pelas ovelhas!
Aplaudamos a Jesus pelo Seu amor incondicional!
Aplaudamos a Jesus, para sempre e sempre, Ele único digno de todo o louvor!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O amargo Sabor de Mel

Depois de um longo invernos estamos de volta.
E outra vez eu meditava sobre um trecho de uma canção, sucesso no mundo gospel atualmente que diz assim:

 "Quem te viu passar na prova e não te ajudou.
  Quando ver você na benção vão se arrepender.
  Vai estar entre a plateia e você no palco.
  Vai olhar e ver Jesus brilhando em você."

O QUE É ISSO MEU IRMÃO?????? É ISTO QUE JESUS ENSINOU?????? QUE BRILHAR EM PALCO??? Igreja agora é circo???? Quem não te ajudou vai se arrepender?????
Será que ninguém viu nada de errado aqui???? Que vergonha!!
Esse é o espírito de SOBERBA, VINGANÇA, EGOÍSMO e ORGULHO que tem habitado em nossas igrejas. Isto é a base dessa teologia de prosperidade que não reflete o que Bíblia verdadeiramente ensina, distorcendo o significado de benção, de vencedor e etc. Realmente retratada bem como a coisa é atualmente. "NOSSA LUTA NÃO É CONTRA CARNE OU SANGUE!".
Já pensou se Deus pensasse desta forma, estávamos fritos. Misericórdia quero, não sacrifícios!!!!! O mandamento pra igreja: "AMAI AO PRÓXIMO COM O TI MESMO!!!!"
"ORAI PELOS QUE VOS PERSEGUEM!!!!", "AMAI OS QUE VOS ODEIAM"!!!
Ou estou mentindo????
Se os cantores gospel não tem inspiração divina, por favor só cantem a bíblia ou não cantem!!!
Abandonemos as fábulas e igrejices e voltemos à Palavra, só a Palavra para que nosso clamor não seja um cheiro azedo diante de nosso Deus.
"Vinde, voltemos ao Senhor!"

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Dízimo: Graça ou Lei?

Prólogo
Em meio ao povo cristão, existe um dever, “de todo o cristão”, que é de dizimar. Dizimar significa, “devolver dez por cento, de tudo o que Deus lhe dá”, ou seja, um décimo de toda a sua renda. Como argumento, é utilizado o texto de Malaquias 3:8-11 “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos”. Conforme este texto, além de ser a forma de manter a “casa de Deus”, também é forma de Deus abençoar o cristão financeiramente de tal maneira que não haverá lugar nos “celeiros” para guardar tamanha benção. Além do mais, Deus promete repreender o devorador, que segundo é ensinado, trata-se de um demônio que age nas finanças dos “infiéis”, devorando todos os seus rendimentos, trazendo pobreza e enfermidades e outros males. Mas ainda mais importante, além de toda a maldição contraída pelo infiel, é que não contribuir, o torna um roubador, pois não está devolvendo aquilo que é de Deus e consequentemente estará perdendo a salvação, pois segundo o texto de 1Coríntios 6:10 (...nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus) . Por esta ótica, somente um cristão louco não daria o dízimo, pois além de se livrar do inferno e de todas as outras maldições, terá a autoridade de fazer prova de Deus, ou seja, coloca-lO contra parede e reivindicar todo o que está prometido em Sua Palavra.

O Dízimo e a Bíblia
Pois bem, retornaremos um pouco no tempo para conhecer a origem e a história do dízimo. Analisaremos um pouco o material disponível na Wikpédia (dicionário disponível na internet), que de forma sucinta aborda a respeito deste assunto.

Os Patriarcas
Como cristãos bem sabemos que a primeira menção sobre dízimo se dá em Gênesis, cap. 14, quando Abraão, por atitude voluntária, dizima a Deus, ao sacerdote Melquisedeque. A seguir o próximo relato é de Jacó, que se compromete voluntariamente a dar a décima parte de seus ganhos a Deus.

A Lei
A partir do registrado em Levíticos cap. 27, o dízimo passa a integrar a Lei mosaica e depois complementado em Deuteronômio cap. 14, onde percebem-se alguns aspectos que não foram explicitados em Levítico, como: razão de culto, interação familiar e auxílio a classe sacerdotal. Também está registrado no contexto, que a cada três anos, esses dízimos deveriam ser instrumentos de auxílio social, notadamente para os levitas (sacerdotes), estrangeiros, órfãos e viúvas. Pelo desvio do povo de Israel e de seus sacerdotes, através do ministério do profeta Malaquias, Deus chama atenção do povo. Detalhe: Deus se deixa fazer prova, pois tratava-se de um povo que abandonara a Ele ou já não O conhecia. Importante citar, que foi neste período que promete que enviaria o Seu anjo, para endireitar o Caminho do Senhor para a vinda do Messias, Aquele que traria uma Nova Aliança, abolindo a antiga.

O Novo Testamento
Já no Novo Testamento ou na Nova Aliança, o dízimo é citado apenas como forma de justificação pela Lei e repreensão do Senhor a estes que assim faziam. Veja Lucas cap. 18 “...O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.”, ou Lucas 11:42 “...Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus.”.

As coletas na Igreja Cristã Primitiva
Nos ensinamentos de Paulo para a Igreja, são tratadas as questões referentes a ofertas, como 1Coríntios cap. 16 “...No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar.” . Paulo, ensina a doar conforme a prosperidade de cada um, com o fim de auxilio a Igreja(aos santos) necessitada. Cita inclusive a situação (as dificuldades) dos necessitados na Igreja.

A Reforma
Desde a Reforma (Martinho Lutero) as igrejas protestantes tradicionais criam que sob a Graça (Nova Aliança) o dízimo não é válido visto que o Sacrifício de Cristo cumpriu a Torá(Lei, Antiga Aliança), pois houve o fim do templo, e a crença no sacerdócio universal anulava a existência de uma casta sacerdotal. As igrejas protestantes tradicionais (reformadas, luteranas, anabatistas) utilizavam-se no passado de várias formas para a manutenção, como subscrições, ofertas voluntária e em alguns casos fundos estatais. Mas mesmo assim a prática do dízimo é empregada hoje por várias denominações pentecostais ou neo-pentecostais, principalmente na América Latina.

O Dízimo e o Catolicismo
No Brasil o dízimo voltou a ser implantado pela CNBB na Igreja Católica após 1969, quando o sistema de pagamento de taxas pelos serviços prestados pela Igreja haviam sido consideradas "pastoralmente inadequadas". Por essa sugestão, os dízimos não tinham sentido meramente monetários, mas centravam-se em atender às necessidades das dimensões social, religiosa e missionária assumidas pela Igreja.


Moral da História
Dizimar, assim como guardar o sábado, são coisas da lei e não da graça, mas se o cristão tem o desejo em seu coração de manter tais coisas, o faça para Deus, compreendendo que não há justificação alguma nestas coisas. O que deve ficar claro é que dizimar ou ofertar não são sinônimos de benção financeira, não são moedas de troca e nem dão o direito do cristão provar a Deus. Deus deixa-se provar apenas pelo incrédulo, para que este O reconheça e renda-se a Ele.
Como nós vivemos pela fé e na graça de Deus, devemos apenas confiar naquilo que Jesus disse: Mateus 7:7-8 “...Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.”. Fica claro pra você? Não há outra maneira de recebermos nada de Deus, se não desta forma: Pedindo e crendo. Deus é muito sábio para barganhar com o homem. Pois, se aceito a obrigação de dar dízimo, entendo que é um direito que adquiri, é uma lei, se eu dou, tenho o direito de receber, Deus fica obrigado a me abençoar e isto não é graça (graça = dom imerecido) é lei. Não há nada que o homem faça para que o Senhor o deva algo, antes o homem sempre estará em dívida com Ele, por melhor que este homem seja. Essa é a essência do que Cristo ensinou e exortou aos fariseus, que os atos de justiça dos homens são como esterco diante de Deus. Dízimo é lei! E quanto as nossas necessidades e da Igreja, há um mandamento de Jesus sobre isto: Mateus 6:33 “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Antecedendo a este texto Jesus fala exatamente sobre as necessidades terrenas do homem e o cuidado que Deus teria com ele.
Acredito que o cristão deve ter bom senso, colaborar sim com a congregação onde se encontra, com amor e compromisso com Deus, pois, quando uma comunidade opta por ter uma pessoa trabalhando integralmente em prol do Evangelho e possui uma estrutura, tem de ter em mente que isso tem um custo e deve ser assistido pela mesma, mas compreendendo que aquilo que este oferta ou contribui, são frutos para a eternidade, como todo o bem que este faça, e não troca por benção. A menos que o Senhor peça em seu coração, deverá abrir mão de pagar suas obrigações ou muito menos deixar de comer ou se vestir em prol disso, pois sacrifícios para Deus são homens arrependidos e quebrantados, conforme Salmo 51:17 (Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.). Você não será um ladrão ou um roubador se não dizimar, que assim como Isaque (um patriarca) também não foi por não dizimar e nenhum gafanhoto gigante ou demônio tocará em suas posses, a menos, acredito eu, se isto for o tesouro do seu coração ou um propósito de Deus para o seu valioso crescimento.
Bem sabemos quantos cristãos tem sofrido com este julgo, vivendo um terror psicológico e entristecidos consigo mesmos. Não há argumentos teológicos para embasar isto. A Igreja precisa abandonar os temores religiosos e dirigir-se única e exclusivamente a Palavra, pois “...e vós conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”. João 8:32.
Espero que este texto possa abençoar a sua vida.
Fiquem na paz de Cristo, que excede a todo o entendimento.